
Impactar juntos: os desafios das coalizões de investimento de impacto social
Segundo a última atualização do Mapa das OSCs (2025), o Brasil tem quase 900 mil organizações…

Segundo a última atualização do Mapa das OSCs (2025), o Brasil tem quase 900 mil organizações…

O Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE) 2026, realizado no Recife, é um espaço de encontro, formação e articulação do terceiro setor no Brasil. A edição deste ano bateu recorde de público, reunindo quase duas mil lideranças e organizações sociais de todas as regiões do país em uma programação de quatro dias.

Imagine uma corrida em que cada atleta usa uma régua diferente para medir a distância percorrida. Parece absurdo, mas é exatamente o que acontece quando organizações criam suas próprias métricas de impacto do zero, sem ancoragem em nenhum referencial oficial.

O terceiro setor brasileiro é diverso, inovador e profundamente comprometido com transformação social e ambiental. Para poder impactar localmente, as organizações não governamentais se articulam com o Poder Público, a sociedade civil e, por vezes, instituições corporativas. Frente a tantas vozes diferentes, um desafio estrutural surge e limita o impacto de todos na prática: a ausência de um horizonte comum entre atores que atuam no mesmo campo.

Se você trabalha em uma OSC pequena, sabe que mudanças positivas na vida dos beneficiários decorrente das ações da organização, acontecem… mas quase nunca são registradas.
Entre atender famílias, resolver emergências, responder mensagens, organizar doações e garantir que o trabalho do dia saia, quem vai parar para escrever uma história de impacto?

O ano de 2026 se desenha como um marco de transformação para organizações que atuam com projetos de impacto sociais e ambientais. Tensões geopolíticas, desafios climáticos e avanços acelerados da Inteligência Artificial (IA) redefinem prioridades e exigem novas formas de pensar, planejar e agir.